mais uma partida
às vezes perdemos a conta
tabuleiro familiar de verniz antigo
ainda lustroso apesar de estalado
acompanha os anos da tua pele
o estalar dos anos
às vezes perdes a conta
a pele castigada pelo tempo
ainda guarda as marcas do trabalho áspero
numa idade em que ser criança
não fazia parte dos planos
;
o imberbere
sexta-feira, 5 de julho de 2013
domingo, 16 de junho de 2013
Luís !
Abre-se
uma luz a primeira que penetra a minha carne, nasço de minha
mãe , respiro o meu primeiro fio de ar, que ira tecer toda a
minha existência, vejo o mundo que me rodeia , que me olha
meticulosamente, como se eu fosse o objectivo da vida. Falam e querem
que eu saiba falar.
Não
quero saber falar.
Para
quê saber falar ? Se falar se reduz a emitir sons, usar
palavras em que por vezes nem nós acreditamos; quero falar com
Deus que criou a minha alma, mas só o posso fazer se manter a
transparência na qual nasci, e irei viver no vazio no nada que
o (Homem) não vê porque já viu algo já o
conhece.
Vou
para casa e passado uns dias cedo;e vou aglomerando conhecimento
,aprendi a andar e a falar , e pelo meu caminho encontrei dois velhos
que falam sobre a Morte que tanto os fustiga, eu que não vi
ainda a Morte e da qual não me perturba .
Um
dos velhos pergunta-me:
-Queres
conhecer a Morte ?
E
eu respondi prontamente:
Sim.
Os
velhos riram-se ingenuamente não sabendo que quem respondia
era Deus , e que tudo fazia sentido. Então deparei-me com um
mistério:
-Essa
dita morte será ela o objectivo da vida e não eu? Todos
falavam de ela com respeito e algum receio. Minha mãe amava-me
como as outras mães amam os seus filhos ,muito protectoras e
maternais. E só de pensar que os mesmos segundos de pensamento
e de elementaridade decidiriam a vida ou a morte; os meus pais sempre
me reconfortaram, quanto á morte,e fiquei com a ideia que as
desgraças só aconteciam aos outros.
Numa
tarde á hora de almoço ia e sem ter noção
do perigo e foi atropelado, as pessoas que assistiram gritavam e
choravam,fechei pela última vez os olhos mirei a minha mãe
que chorava, e sem oferecer resistência morri!
E
descobri que quem mais sofre é quem fica, pois não
sofri parti num segundo, e percebi que aquele «sim»
fazia sentido pois prefiro ser eu a conhece-la do que ser eu a ficar
. Não amava o meu corpo, felizes aqueles que não amam o
que iram perder, pois os que amam o seu corpo irão ter que se
despedir dele, agora sei o que acontece aos homens quando morrem,
pena minha mãe ter que esperar para descobrir,não lhe
posso dizer .O meu corpo alimentou animais e plantas serviu de fonte
de vida, a minha alma serve de alimento a Deus que somos todos nós!
dezasseis
de junho de dois mil e treze.
dedicado ao Luís A., que foi chamado ainda pequenino !! Mas que espero que esteja rodeado de LuX e de Bem !
Porescrito
terça-feira, 4 de junho de 2013
Sonho~me
O meu inconsciente é meu tormento
Brinca com os meus sentidos
Com as palavras, sons!
Conhece-me bem…
É uma parte de mim
Sou eu
Que me sonho
Sonho-me
Noutro mundo…
Sempre que algo me envolve …
… Lá está ele
O maldito quadro
De um homem velho…
Com um ar carrancudo e sábio
Malvado…
Que levou a criança
Que possuo dentro de mim
…
*(Esteja onde estiver
ele está lá)
Ele faz parte de mim…
Persegue-me, como uma doença
A vontade de ser perfeito…
Sábio, velho
Uma meta infinita…
Que me atormenta
É a personificação da vontade
De conhecer a perfeição
Mentira!
Pois a Perfeição é
uma utopia
Uma invenção do Homem
PoreScritO
solipsista
tudo não passa de mim
todos os objectos
todas a pessoas
tudo o que conheço
são obras minhas
da minha mente
quando saio
tudo deixa de existir
quando entro
tudo vive
em prol do eu
arquitecto deste meu mundo
ao cerrar meus olhos
tudo se conjectura
de acordo com o guião
encenador desta peça, eu
;
o imberbere
todos os objectos
todas a pessoas
tudo o que conheço
são obras minhas
da minha mente
quando saio
tudo deixa de existir
quando entro
tudo vive
em prol do eu
arquitecto deste meu mundo
ao cerrar meus olhos
tudo se conjectura
de acordo com o guião
encenador desta peça, eu
;
o imberbere
sexta-feira, 24 de maio de 2013
(respir)AR
Inspiro
Encho os meus pulmões de ar,
Ar pegajoso e espesso.
Queria sentir ar vazio.
Ar infértil, estéril que
nada produz
Ar sem gente!
Ar silêncio!
Ar … Simplesmente Ar!
∆quarel∆
A Ferros, todos !
Completamente
perdido
por nunca
ainda rendido
saturado de mim
e de mim o outro
olhando-os à
relativa distância
que se lhes pode ter,
em profunda
repugnância
a náusea pura,
o outro
o que os 2ois atura.
Mas que digo... ?
Assim eu falando
meu
pensamento
mudo ?
Reunir eu
ainda outro
um em mim 3erceiro...
Basta!
Mas Todos!
Basta!
Todos e cada um,
ide de mim
Basta!
Que não respiro...
...Sufóco...
stou que,
¡já não vos
posso nem Vêr !
p.agá.5incoponto5inco
sexta-feira, 10 de maio de 2013
LumNi@
Quisera eu
pisar
descalço
com os pés
de Francesco
Sentir a viDa
NUA
[crua se o bem pensarmos]
Verdadeira
Inmácula
de {i}racionais
Ilusões
tocá-la
na eSSência
Pura
et
úmbriA
¡ah
Francesco!
A luX
da Irmã Lun@
derramada
alva
na Noite [mais] EscurA
¡ah
Francesco!
Tu o sabes
1rimeiro
Serás
aquém
meus braços se irão
abrir
na Hora do Spírito
no momentum
em
Fronte
do
Altissimu,
onnipotente bon Signore
[
T ]
Ph.cincoponto5
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